Nelson Rodrigues deve estar feliz lá no céu, depois que a Seleção ganhou dos Estados Unidos ontem. Ele é o pai do futebol jogado com “toda a magia, toda a beleza, toda a plasticidade, toda a imaginação” do futebol de nosso país.

Nelson Rodrigues foi um dos grandes nomes da crônica futebolística brasileira. Era irmão de Mário Filho, quem fundou a crônica esportiva moderna no Brasil e que deu o nome ao Estádio do Maracanã. Torcedor fanático do Fluminense, escreveu dos anos 1940 até 1980, ano em que morreu. Era pernambucano, mas durante toda sua carreira morou no Rio de Janeiro. Trabalhou no Jornal dos Sports e no jornal O Globo, principalmente. Ainda hoje é considerado por muitos o melhor cronista brasileiro de futebol de todos os tempos. Nelson transportou para as páginas de jornais práticas sociais que eram comuns ao brasileiro da época (e muitas persistem até hoje). Portanto, suas crônicas ajudam a construir e perpetuar uma realidade, de acordo com métodos literários como a fantasia.

Algumas de suas antológicas frases:

O MARACANÃ VAIA ATÉ MINUTO DE SILÊNCIO.

COMPLEXO DE VIRA LATA.

A SELEÇÃO É A PATRIA DE CHUTEIRAS.

O BRASILEIRO É UM FERIADO.

O VIDEO TAPE É BURRO.

EM FUTEBOL O PIOR CEGO É O QUE SÓ VÊ A BOLA.