… o músico jamaicano Bob Marley, considerado o “Rei do Reggae”, com mais de 200 milhões de álbuns vendidos em todo o mundo, morreu em Miami no dia 11 de maio de 1981, 30 anos atrás… sua música “continua mantendo uma unidade que vai além de credos, raças, cores, fronteiras e culturas”, disse Brian Chengela, diretor da Jah Entrenainment…

Marley ainda simboliza o protesto, a emancipação e a liberdade para muita gente de diferentes crenças, inclusive jovens, que descobriram a música de um astro que nasceu em um país pobre que era ouvida pelos pais e avós… os mais velhos “continuam ouvindo a música de sua juventude que (…) os faz voltar àquele tempo”… em termos gerais, a voz e a espititualidade de Bob Marley – como parte da cultura rastafari, que o apresentava como o apóstolo da cannabis – transformaram o reggae na música dos desfavorecidos em vários lugares do mundo…

… o pai do reggae nasceu no dia 6 de fevereiro de 1945 em Rhoden Hall, perto de Nine Miles, na paróquia de Saint Ann (Jamaica), de mãe jamaicana e pai inglês (oficial da Marinha que o músico não conheceu)… morou no gueto de Trenchtown, em Kingston e, em 1962, gravou seu primeiro single “Judge Not”, no qual formou a banda The Wailers com Peter Tosh e Bunny Wailer… em 1966, mudou-se para os Estados Unidos por razões financeiras… lá conheceu Mortimer Planno, um jamaicano de origem cubana que o ensinou parte da cultura rastafari… depois de voltar à Jamaica nos anos 1960, gravou seu primeiro álbum com os Wailers no início dos anos 1970. “Catch a Fire” e “Burnin” vieram em 1973… em 1977, Bob Marley fez, com o The Wailers, um grande show lendário durante o qual interpretou algumas músicas do álbum que acabava de gravar (“I Shot the Sheriff”, “Lively Up Yourself”, “Get Up, Stand Up”, “Jamming”, “No Woman No Cry” (ouça abaixo), “Exodus” e “War”)… saudades do Bob… e dos tempos do Bob…

Fonte: IG Cultura