… recebi o texto abaixo por email do meu querido amigo, o Professor René Simões, hoje contratado pelo São Paulo FC para trabalhar a base do futebol… gostei e pedi autorização para publicar e ele respondeu positivamente…

Quanto vale um relógio?

“sempre pensei  que os preços fossem bem variados… aliás tive modelos de todos os tipos e preços… já usei   G Shock , Rolex e Cartier… muitos ganhei, poucos comprei, de todos gostei… mas insisto na pergunta quanto vale um relógio?… sempre soube que para tudo existe um valor… e não hesitei em pagar pelos que gostei… e tenho certeza que da mesma forma, quem me presenteou… esse papo podia ser para falar do meu hobbie, relógios… mas lamentavelmente não é, o papo é triste e sério, pode acreditar !… preciso falar, contar, reclamar, alertar, esvaziar, ajuda me acalmar…  fui assaltado ontem em plena luz do dia, em São Paulo… dois  motoqueiros pararam  ao lado do meu carro, sacaram suas armas… e perdi meu Rolex , da época da Jamaica, quanto perdi?… alguém sabe quanto custa aquele Rolex ?… posso lhe dizer com muita facilidade, certeza e sem tranqüilidade… esse relógio vale tanto quanto o primeiro que me foi roubado há 40 anos… era um seiko que tinha sido presente  de meu amigo… não há como quantificar os valores em dinheiro desses dois relógios… não é valor monetário, também não é valor sentimental…  não é saudade ou apego as coisas materiais… esqueçam isso,  a questão é a agressão a sua propriedade… é a sensação de fragilidade  que toma conta de voce… é sua situação de submissão forçada… uma pessoa estranha se apoderada de suas ações… as armas impedem suas  reações… e o susto administra seus pensamentos… um Rolex , um Seiko, um relógio que valor tem?… nenhum… o que tem valor é a liberdade de ir e vir… a sensação de ser dono de voce mesmo… e a certeza de que voce está seguro onde quer que vá… o que tem valor é o voto que voce tem e a possibilidade de mudar que se apresenta a cada quatro anos… ou nos mobilizando tirando os maus exemplos das cadeiras… ou os revólveres continuarão a nos roubar…” René Simões…